Alimentação

Microbiota intestinal
Microbiota intestinal: Qual a importância para a saúde integrativa

Nós últimos anos houve uma grande expansão na utilização de antibióticos para tratamentos de infecções e patologias relacionadas a bactérias, mas em contrapartida foi evidenciado qual a importância de manter uma microbiota intestinal íntegra. Essa microbiota intestinal é constituída por uma gama diversa de bactérias em nosso corpo.

 Existe uma estimativa de 100 trilhões de bactérias que concentram sua maior parte no intestino.

Essas bactérias são fundamentais para funções fisiológicas primordiais como auxiliar na digestão de alguns alimentos extraindo todos os nutrientes ajudando a manter o número de bactérias patogênicas sob controle para manter a integridade da mucosa intestinal.

Dentro dessa perspectiva 70 a 80% do  sistema imunológico encontra-se no  intestino ,  a ativação de hormônios e produção de alguns neurotransmissores entre outras funções estão relacionados a esse sistema.

A microbiota intestinal pode desencadear algumas doenças quando estão alteradas ou desequilibradas.

A relação de algumas patologias como: esclerose múltipla, asma, alergias, sinusites e artrite reumatoide  estão relacionadas ao desequilíbrio da microbiota intestinal.

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Os pesquisadores propõem a “hipótese da higiene” que relata que o aumento de doenças alérgicas reflete uma diminuição das infecções durante a primeira infância, mostram que as crianças que moram em áreas rurais apresentam uma prevalência menor de doenças alérgicas sugerindo um sistema imunológico mais eficiente comparando as crianças do meio urbano.

Esse fato evidencia que o contato com ambientes com uma maior diversidade de bactérias favorece a integridade da microbiota.

Com o reconhecimento da importância da microbiota intestinal para o desenvolvimento da função imunológica, surgiu a ideia do uso intencional de prebióticos e probióticos que mantém a microbiota intestinal preservada após tratamento com antibióticos para distúrbios gastrointestinais.

Alguns estudos evidenciam que o uso de probióticos reduzem o risco de asmas e contra algumas infecções virais pelo fortalecimento do sistema imunológico.

Além da utilização de probióticos para a preservação da microbiota intestinal há um tratamento para uma grave doença chamada Colite Pseudomembranosa que utiliza uma técnica chamada transplante fecal.

Essa técnica consiste em implantar fezes devidamente tratada preservando as bactérias que irão colonizar o intestino através de uma sonda nasoenteral de uma pessoa saudável para o intestino do indivíduo que estão com debilidade na microbiota intestinal, combatendo infecções resistentes principalmente de paciente hospitalizados.

O uso do transplante fecal (Microbiota intestinal Fecal) para pacientes com infecções gastrointestinais crônicas e doenças inflamatórias do intestino. Outro potencial terapêutico para o uso desse tipo de tratamento além da parte intestinal está relacionado a doenças autoimune.

Pacientes que receberam esse tipo de tratamento de transplante de microbiota intestinal passaram a apresentar melhora de outras doenças e disfunções.

Pacientes com diabetes tipo 2 que recebem transplantes de fezes de pacientes magros e sadios apresentaram melhora na sensibilidade a insulina . Doenças inflamatórias intestinais (Colite ulcerativa, Crohn, cólon irritável podem entrar em remissão com esse tratamento).

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Uma das principais alterações que ocorrem na microbiota intestinal é chamada de disbiose.

Ocorre quando o número de bactérias que são benéficas e agressoras estão desequilibradas interferindo diretamente na permeabilidade intestinal ou em inglês (Leaky gut Syndrome).

Acontece quando a barreira intestinal se torna permeável permitindo que alguns alimentos inflamatórios que ingerimos como glúten e excesso de alimentos industrializados processados e algumas proteínas escapem para corrente sanguínea levando a uma resposta autoimune.

Outros fatores que contribuem para disbiose são uso de anti-inflamatórios, uso indiscriminado de antibiótico sem a devida reposição de probióticos após o tratamento, uso continuo de inibidores de bomba de prótons (omeprazol), abuso de laxantes, entre outros.

A importância de conhecer o papel da microbiota intestinal para a saúde do paciente é vital para todos os profissionais de saúde,

Esse desequilíbrio pode levar o paciente a sintomas distintos não apenas a gastrointestinais, mas dores crônicas e outros sintomas associados.

Um trabalho integrado entre os profissionais da saúde é a chave ideal para o tratamento de pacientes que possuem alterações na microbiota intestinal.

Essa é a proposta do Conceito Sin! Trazer o paciente para o centro da atenção! Permitir a troca de experiência de fisioterapeutas, médicos, nutricionistas dentre outros profissionais de saúde. Beneficiar sempre o paciente com um atendimento verdadeiramente integrativo! Quer participar do maior e mais completo programa de treinamentos para profissionais da saúde? Clique aqui!

Saúde Integrativa
Entenda o que é saúde integrativa e sua revolução nos consultórios

Ir além da queixa inicial, dor ou qualquer outro sintoma do paciente, considerando tudo o que se refere a seus hábitos para propor uma transformação positiva em sua vida. Essa é uma das premissas do conceito SIn de saúde integrativa, que enxerga o paciente de forma global, não se restringindo a um tratamento pontual ou prescrição de medicamentos para a resolução de um problema ou patologia. Em resumo, é um tratamento para cuidar da saúde, e não da doença.

Ao adotar o conceito SIn, o profissional de saúde não fica limitado a sua especialidade. Faz um atendimento que leva em conta quatro aspectos de vivência do paciente: estilo de vida, emoções, alimentação e amplitude do movimento. Não fica restrito a um histórico de doenças, mas considera tudo o que se relaciona com os hábitos de vida atuais, para indicar um tratamento completo e multidisciplinar.

O objetivo é transformar de forma eficaz a saúde do paciente dali para a frente. Como se vê, o profissional de saúde está mais próximo de seu paciente, acompanhando toda a jornada de tratamento. Entenda mais!

Você vai analisar o corpo de forma global

Vamos dar um exemplo prático. Uma pessoa procura um profissional para tratar a dor na coluna. As consultas são realizadas, a dor cessa, mas passa um tempo e o paciente volta a sentir a dor. Parece que o problema não foi resolvido. Fica claro como tratar somente a queixa não foi suficiente nesse caso.

Agora, utilizando o conceito SIn, esse profissional pode ir além da dor, trabalhando com outras áreas da saúde. É a análise do corpo de forma global: será que não é preciso considerar fatores emocionais? Como é a rotina desse paciente? E sua alimentação? O que ele precisa fazer para mudar?

O conceito SIn de saúde integrativa tem embasamento científico e utiliza como ponto-chave a correlação entre todos os sistemas do corpo humano. Por isso, é uma nova tendência no atendimento de saúde de dentistas, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos, dentre outras especialidades da saúde. Para o paciente, isso significa receber um tratamento de transformação, que une o que mais funciona das terapias convencionais e complementares.

Alimentação de má qualidade, o estresse, ansiedade, depressão e sedentarismo são alguns dos fatores que o projeto integralista de saúde considera. O profissional de saúde vai esmiuçar o estilo de vida do paciente e propor um plano terapêutico para transformar essa realidade.

A proposta é de um tratamento de mudança de vida

A saúde integrativa propõe um tratamento para o presente e futuro! Aliás, o conceito SIn é revolucionário porque constatou que o insucesso no atendimento de saúde tradicional está justamente em considerar somente o histórico do paciente para indicar um tratamento pontual.

O profissional de saúde capacitado no conceito SIn não quer saber como seu paciente se comportou no passado, mas sim descobrir o que ele pode fazer agora e no futuro para ter qualidade de vida, ou seja, viver de forma plena e saudável.

Os especialistas nesse conceito explicam que se basear no passado é uma forma de culpar o paciente — e não é assim que se consegue eficácia em um tratamento de saúde. Isso porque corpo e mente andam juntos!

Ao considerar o futuro, o profissional de saúde motiva essa pessoa a mudar de vida, com novas atitudes. Ao se sentir encorajado para a mudança, o corpo trabalha a favor, produzindo substâncias como endorfina e serotonina, que têm um poder transformador e acabam ajudando na diminuição, por exemplo, da dor. O fator emocional tem influência direta na fisiologia do corpo. Viu como todo o organismo trabalha de forma integral?

Com esse formato de atendimento de saúde, o profissional aprende a trabalhar em conjunto e indicar seu paciente para outras áreas, conforme a necessidade. Essa troca de informações é importante tanto para o paciente quanto para quem faz o atendimento. São profissionais que vão falar a mesma língua, trabalhando em um tratamento integral.

A ciência mostra por que o conceito SIn é tão importante

Estudos científicos mostram como todo o corpo funciona de forma integral. Uma revisão literária de artigos concluiu, por exemplo, que a oftalmologia pode impactar os dentes. As conclusões publicadas no The Open Dentistry Journal, em 2016, mostraram a conexão entre a oclusão dental e a visão.

Outra relação é da cefaleia com a DTM (disfunção temporomandibular), ou seja, fica claro como uma queixa de dor de cabeça pode ser tratada de forma mais eficiente com o método de saúde integrativa.

Cada paciente deve ser tratado de forma única

Diferente do método tradicional de atendimento, em que uma medicação ou tratamento é direcionado para uma patologia, a saúde integrativa trata cada paciente como único. É embasada no conceito de bioindividualidade, ou seja, cada um apresenta necessidades alimentares e estilos de vida próprios.

Dessa forma, o profissional de saúde propõe um tratamento que realmente vá fazer a diferença porque foi planejado especificamente para aquele paciente.

Ao oferecer um tratamento baseado no conceito SIn, o profissional consegue conquistar e reter o paciente porque foi um agente de mudança em sua vida. O paciente é acolhido de forma humanizada, e não apenas sai da clínica com uma receita de remédio e uma lista de exames. E o pior: sem resolver efetivamente seu problema! Já está na hora de mudar esse tipo de intervenção!

Como o conceito SIn de saúde integrativa deve ser utilizado

Existe alguma metodologia para realizar atendimentos utilizando o conceito de saúde integrativa? Os profissionais de saúde que querem aprender a trabalhar com a saúde integrativa podem se inscrever agora nos cursos da empresa Conceito SIn. Os cursos oferecem orientações específicas e de sucesso para que você forneça um atendimento inovador em sua clínica.

Indicam como fazer a intervenção clínica, ter um relacionamento mais próximo com o paciente e fazer as mudanças no espaço físico de sua clínica. Ensinam também todas as técnicas para fazer um plano terapêutico e outros passos para capacitar o profissional de saúde nessa proposta que está transformando os consultórios.

Agora você já sabe como é possível conquistar mais pacientes atendendo de modo inovador! Conte-nos o que achou do conceito SIn deixando seu comentário abaixo!

alimentação corredor
Qual é a Influência da Alimentação na Prática da Corrida?

A alimentação está cada vez mais em destaque no mundo, principalmente entre os praticantes de esportes, sendo a nutrição uma ferramenta importante para melhora da qualidade de vida, desempenho e uma vida equilibrada. Mas como o profissional de saúde pode atuar? O que é necessário saber? Quando digo sobre prática de corrida me refiro às pessoas que já praticam para alcançar desempenho e não somente emagrecimento. A adaptação da alimentação para corredores favorece um melhor equilíbrio de gasto energético, o qual interfere diretamente sobre a imunidade que necessitará equilibrar-se para uma recuperação mais adequada, auxiliando assim na prevenção de lesões e no melhor desempenho do corredor.

Os esportes de uma maneira geral utilizam diferentes sistemas de energia dentro do corpo, por exemplo, um corredor de curta distância como Usain Bolt utilizará caminhos diferentes de um atleta de longa distância como um maratonista. Os sistemas de energia mudam completamente à medida que a distância percorrida pelo atleta aumenta, o metabolismo aeróbico, a utilização de reservas de glicogênio e a oxidação de gordura acompanham essa demanda solicitada.

A ciência mostra claramente que as dietas ricas em carboidratos aumentam a resistência e a capacidade de corredores de longas distâncias.

Os etíopes que são exímios corredores têm sua alimentação composta de 75% de carboidratos que são essenciais para atletas que percorrem longas distâncias, como meia maratona e maratona, porém a ingestão recomendada é de carboidratos de qualidade e saudáveis para um melhor aproveitamento, como por exemplo: aveia, batata – doce e quinoa, ou seja, que não gerem picos de glicemia e sejam degradados de forma mais lenta.

Atletas que não consomem carboidratos e não mantém sua balança energética com os macronutrientes equilibrados sofrem no período de aumento da intensidade do treinamento uma queda no sistema imunológico e são mais vulneráveis às infecções.

alimentação corredores

Além dos carboidratos é essencial para o profissional da saúde ter em mente a importância do equilíbrio entre os macronutrientes, como a proteína e a gordura.

A proteína tem a função de preservar a massa magra que é fundamental para recuperação e a manutenção de força para corredores, para que as perdas sejam minimizadas em função do alto gasto energético.

A gordura é outro macronutriente importante principalmente para manter a função hormonal inalterada, sendo um macronutriente com alta densidade energética e importante para longas distâncias.

Os micronutrientes são fundamentais para a manutenção da saúde dos praticantes de corrida, eles são compostos como: cálcio, sódio, potássio, magnésio, etc que atuam primordialmente na regulação das atividades hormonais, melhorando o transporte de oxigênio para as estruturas, e interferem diretamente sobre a qualidade do sono e recuperação do atleta.

Ressaltamos que a ingestão de multivitamínicos em cápsula não compensarão uma dieta inadequada. O consumo de vegetais como espinafre e rúcula que possuem nitratos (os nitratos elevam sua a concentração plasmática sendo convertido em óxido nítrico), elevam a quantidade de oxigênio que chegam aos músculos, como consequência isso aumentará seu volume máximo de oxigênio, a fadiga muscular irá demorar mais tempo para ocorrer tendo um ganho adicional de desempenho, pois terá um menor consumo de oxigênio e uma melhor eficiência muscular.

O equilíbrio de proporção alinhado a um treinamento adequado garante a saúde e todos os benefícios proporcionados pela corrida.

O trabalho integrado entre os profissionais da saúde se torna cada vez mais evidente diante da demanda dos pacientes. A integração entre o nutricionista, fisioterapeuta, treinadores e todos os profissionais envolvidos no trabalho com o paciente que pratica corrida apoiam a interferência não somente da alimentação em relação ao gasto energético mas também que alguns alimentos aumentam os níveis inflamatórios. Outro fator que interfere é a disbiose intestinal, que consiste de uma microbiota desequilibrada, a qual favorece vários fenômenos que podem impactar diretamente no aumento de lesões e consequentemente numa queda no desempenho. O conceito SIn tem como um dos pilares essa integração entre diferentes profissionais para que o paciente possa ser atendido de forma global, sendo o nutricionista peça chave para uma saúde plena. Conheça agora o treinamento que oferecemos para Profissionais de Saúde!

Dores Viscerais: Quais Influências sobre o Corpo?

Você já ouviu falar de dispepsia funcional? Você sabia que é uma das condições clínicas mais comuns encontradas por gastroenterologistas em todo o mundo? E o que isso tem a ver com as repercussões corporais? Acredite…muito!

Os sintomas da dispepsia funcional são variados e incluem a sensação de plenitude abdominal pós-refeição, inchaço, saciedade precoce, náusea e vômitos. A marca principal da dispepsia funcional, é a presença de dores viscerais ou desconforto persistente ou recorrente centrado no abdome superior para a qual não existe uma causa orgânica.

Durante décadas, os especialistas rotulavam esses pacientes como simuladores ou como tendo algum tipo de transtorno de somatização. No entanto, foi somente durante a última década que tentativas foram feitas para elucidar a verdadeira origem desta disfunção.

Um dos mecanimos que nos chama a atenção na dispepsia funcional é a hipersensibilidade visceral.

A prevalência de hipersensibilidade a distensão gástrica tem sido relatada como sendo da ordem de 30%-40%.

A percepção de dor somática envolve uma cadeia de três neurônios. O sinal é iniciado com os receptores sensoriais da mucosa, a camada de músculo ou serosas e retransmitidas através de neurônios aferentes primários intrínsecas, neurônios sensoriais aferentes vagais ou espinais, para os neurônios de segunda ordem do sistema nervoso entérico, tronco cerebral ou da medula espinal.

Enquanto a maioria dos estudos envolveram estímulos mecânicos, tais como distensão, existe evidência de sensibilidade a outros estímulos. E o que isso significará? Uma série de adaptações corporais para cada estímulo!

E como descobrir as dores viscerais em questão?

Através de uma análise qualitativa dos movimentos corporais. O corpo irá se proteger mediante tais agressões e dores viscerais. No entanto, a busca dessas tensões através da análise da flexibilidade tende a se mostrar ineficaz. Os testes desenvolvidos pelo Conceito SIn apontam, com precisão, a origem de todas essas perturbações.

Outra característica do fenômeno relacionado a dispepsia funcional, é a referência viscero-somática. A dor provocada por um determinado estímulo é experimentada em um local distante da sua aplicação.

Olha que interessante… Um estudo verificou a sensação somática pela imersão da mão em água fria, e descobriu que as pessoas com distúrbios gastrointestinais funcionais sentiram dor primeiro e tinha uma tolerância à dor menor do que no grupo controle normal.

Estes resultados sugerem, que a hipersensibilidade não é apenas um problema visceral, mas, talvez faça parte de uma disfunção sensorial muito mais generalizada. Isto poderia explicar como os pacientes com dispepsia funcional podem perceber dor a distância.

O nível de complexidade envolvido na sensação das dores viscerais só agora estão sendo plenamente compreendidas. Terapias destinadas a melhorar os órgão smais sensíveis como o intestino são cruciais.

Reflita um pouco agora. Como pensar em um tratamento que não seja integrativo na saúde? Esse é o Conceito SIn, um modelo de intervenção interdisciplinar e com resultados clínicos imediatos.

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Pressão Abdominal: Tome Cuidado!

Imagine se você fosse agora para um restaurante e se fartasse de comer. O que você acha que deveria acontecer com o seu abdome?

Acertou se você disse que ele será distendido. Uma observação bem simples para evitar um aumento na pressão abdominal mas que em sua eventual incapacidade traria inúmeros transtornos para a nossa saúde.

Essa adaptação fisiológica de distensão abdominal pode ser dada, independente da quantidade de alimentos ingerida mas, principalmente, pela qualidade do alimento ingerido. Na prática clínica, muitos pacientes se queixam de quadros de distensão abdominal e que deixam de ser investigados pelos profissionais e quando o são, podem ser, muitas vezes mal compreendidos.

A relação entre a capacidade de distensão física e a acomodação neuromuscular deve ser a grande busca pelos profissionais de saúde para evitar o aumento da pressão abdominal.

O aumento do volume abdominal deve ser dado por uma acomodação de todas as paredes abdominais mas esta adaptação pode variar, dependendo da posição que a pessoa adote. Por exemplo: na posição em pé, o tônus abdominal anterior é maior e o diafragmático é menor do que na posição deitada, que é diametralmente inversa (exceto dos abdominais). É importante compreender que mesmo com esse tônus abdominal, ligeiramente elevado, o abdome vai e deverá ser distendido.

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As adaptações fisiológicas recém citadas são fundamentais para a prática clínica do fisioterapeuta e nutricionista. Para o fisioterapeuta fica a necessidade de permitir que as adaptações fisiológicas, frente ao aumento do volume abdominal, possam realmente de fato ocorrer. Quando isto não se dá, o objetivo terapêutico deverá ser o de relaxar, ao máximo, o ventre através de posturas de relaxamento ou através de técnicas de relaxamento sobre a linha alba, tal como são ensinadas na Formação através do Conceito SIn – Saúde Integrativa.

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Esta premissa terapêutica é fundamental! Durante muito tempo eu pratiquei e ensinei o relaxamento dos músculos posteriores do tronco mas eles só entravam em contração devido à uma não adaptação anterior. Foi a prática clínica aprofundada e mais criteriosa que me fizeram enxergar que o volume não deveria ser o principal critério a ser discutido e sim a pressão abdominal. A evidência em torno deste tema é simples e pode ser reforçada pelo fato de não encontrarmos, em nosso corpo, nenhum receptor volumétrico mas, ao contrário, encontraremos inúmeros receptores pressóricos.

Na integração com a nutrição e com a medicina devem ser discutidos os fatores responsáveis pela eventual distensão abdominal: aumento dos gases ao nível intestinal? Inflamação hepática? Aumento do volume uterino?

Por mais que a fisioterapia possa permitir a diminuição da pressão abdominal, a parceria com a medicina e nutrição são fundamentais para o restabelecimento da saúde plena. Tudo aquilo preconizado pelo Conceito SIn é a integração plena de todos os profissionais. Algo repetidamente abordado em seus cursos de formação!

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As Bactérias do Intestino Como Causa das Dores

Bactérias podem causar dores em nosso corpo?

Considerar que bactérias possam causar dores em nosso corpo pode suscitar inúmeras dúvidas de intervenção terapêutica diante de inúmeras já existentes mas… Como eleger a melhor estratégia? Acredito que você pode ter pensado, neste exato momento, em uma série de técnicas e ações profiláticas para a questão. Você tem razão mas quais deveriam ser as estratégias, em torno da causa, a serem utilizadas pelos profissionais de saúde?

A literatura científica vem trazendo mais e mais trabalhos que correlacionam as bactérias do nosso intestino com alterações emocionais do tipo ansiedade e depressão.

Você considera, em sua prática clínica, que estes fatores podem desencadear ou acentuar quadros álgicos e outros prejuízos para a saúde?

Se sim, continue lendo este texto até o final para aumentar os seus resultados terapêuticos.

Mudanças na dieta tendem a modificar o equilíbrio das bactérias no intestino e, através daí, por uma conexão já existente entre o intestino e o cérebro, influenciar e gerar comportamentos como ansiedade e depressão.

Influências das bactérias sobre o comportamento
As bactérias podem influenciar diretamente o nosso estado emocional e gerar dores pelo corpor

Embora muitos estudos já tenham comprovado as influências em animais, não é raro recebermos em nossos consultórios relatos de pacientes que se tornaram mais estressados, ansiosos ou deprimidos depois de mudanças na alimentação ou uso de medicamentos como antibióticos e anti-inflamatórios.

Existem sugestões na literatura de que o aumento da permeabilidade intestinal e a mudança na concentração de bactérias bacteriana possam induzir estados inflamatórios e dores em pacientes depressivos.

A neurociência tem inclusive estudado, aproveitando esses elementos já citados, o quanto os hábitos alimentares na infância contribuem, individualmente, a uma maior vulnerabilidade de doenças e transtornos psiquiátricos. A lógica é simples: entender a trajetória e a história do desenvolvimento da criança, assim como, fatores ligados a mudanças de alimentação, infecção e estresse pode determinar desordens de humor e de ansiedade.

Se você considera que estados emocionais alterados podem desencadear mudanças na produção de diferentes neurotransmissores que estão diretamente envolvidos no limiar da dor, você não pode deixar de considerar a alimentação que os seus pacientes utilizam assim como o uso de diferentes remédios.

O Conceito SIn visa propiciar ao profissional de saúde uma mudança no raciocínio terapêutico através de uma abordagem verdadeiramente global e integrativa.

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Qual é o Melhor Modelo de Saúde?

O raciocínio de um único modelo de saúde é muito simples, fácil e lógico, até que…

As suas dores são devidas à sua má postura!! Tudo passa pelo desalinhamento do corpo! Quantas vezes você já não disse isso para um paciente! Pois é, eu já fiz muito isso mas o trabalho aqui apresentado pelo respeitado autor e pesquisador Eyal Lederman, lhe fará refletir muito sobre essas questões e principalmente pelo modelo de saúde PEB (postural-estrutural-biomecânico).

O modelo de saúde PEB tende a levar em grande consideração aspectos como a avaliação postural na determinação da causa das dores, observar hipercifoses, hiperlordoses, assimetrias e outras alterações. Essas alterações tenderiam a gerar estresses alterados sobre as articulações e consequentemente os quadros dolorosos. Cabe aqui já uma primeira reflexão: O que esperar da coluna lombar de orientais? Eles já possuem um considerável apagamento da lordose. Seriam eles mais tendeciosos a sofrerem com dores na coluna?

Outros parâmetros normalmente implicados nesse conceito passam pela análise da flexibilidade e palpações na procura de estados de tensão muscular aumentados e rigidez excessiva.

A premissa básica então deste modelo é a de que através de procedimentos terapêuticos manuais os desalinhamentos seriam corrigidos e assim melhorariam a condição presente e preveniria episódios recorrentes.

Uma reflexão importante a ser colocada, neste momento, refere-se aos diferentes achados PEB encontrados em pacientes com dor. É comum notar, por exemplo, pacientes que sofram com dor lombar com fraqueza e atraso no recrutamento dos músculos abdominais mas será que eles são realmente a causa da dor?

Trabalhos chegam a apontar que 47-66% de casos de degeneração discal sejam devidos a fatores hereditários e ambientais enquanto apenas 2-10% poderiam ser explicados por estresses físicos.

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Agora você está se perguntando: ok, eu compreendo essas explicações mas…

Qual seria o melhor modelo de saúde a considerar na clínica do meu paciente?

Essa é a pergunta comumente levantada nos cursos. Surge nesse ponto a necessidade de considerar os fundamentos defendidos pelo Conceito SIn e as idéias apresentadas por Lederman.

Lederman defende através dos seus estudos a capacidade de adaptação biológica dos nossos tecidos. Esta adaptação estaria dentro de uma margem favorável que impede que os sintomas surjam. Tal premissa é fortemente apoiada pelos ideais do Conceito SIn. Dentro da nossa proposta há a necessidade de um conjunto de fatores que somados poderão ou não determinar dores e doenças.

A lógica de não se apoiar em apenas um componente da saúde física mas também em outros fatores como hábitos alimentares, mudanças no estilo de vida e implementações na inteligência emocional propicia um modelo de intervenção único e verdadeiramente global.

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