Estilo de Vida

Sinais que repercutem na saúde

A nossa busca por qualidade de vida é importante darmos atenção para os alertas físicos e principalmente os emocionais, pois dores físicas e outros problemas podem vir em decorrência não somente de lesões ou acidentes, mas podem estar relacionados a outros desequilíbrios do nosso organismo.

Um exemplo de sistema presente em nosso corpo e possui funções que estão atreladas ao nosso bem-estar físico e mental é o equilíbrio do nosso sistema nervoso Autônomo (SNA), também pode ser chamado de sistema nervoso visceral.

O SNA é responsável pelas reações do nosso corpo as funções como respiração, digestão e circulação sanguínea. Conhecer o nosso corpo influi de forma positiva na saúde física, mental e o equilíbrio emocional.

 

Sistema Nervoso Autônomo – SNA

O SNA divide-se em sistema parassimpático e simpático.

Ele é responsável pelas reações do nosso corpo como, por exemplo, quando entramos em um local com ar condicionado sentimos frio e o corpo gera calor a fim de reduzir aquela sensação térmica ou ao caminhar em um dia ensolarado sentimos calor e começamos a suar, esse suor é o organismo reequilibrando a temperatura do corpo.

Além disso, o SNA é responsável por funções como os batimentos cardíacos, vasomotricidade do nosso sistema vascular como alterações da pressão arterial e controla as funções digestivas no organismo.

 

Parassimpático, as funções desse sistema estão relacionadas com o nosso corpo a momentos de calma, ele atua da seguinte forma: desacelerando batimentos cardíacos, reduzindo adrenalina ou a pressão arterial.

 

Observe:

  • Nervo Oculomotor – coordena o músculo ciliar e o esfíncter da pupila. Responsável pela coordenação em quase todos músculos do bulbo do olho;
  • Nervo Facial – responsável pelo movimento dos músculos faciais e pela sensação gustativas do terço anterior da língua;
  • Nervo Glossofaríngeo – percepções sensoriais da faringe, laringe e palato, também da sensação gustativa do terço posterior da língua;
  • Nervo Vago – permite a integração das sensações das vísceras torácicas, rins, estômago, faringe e uretra.

O sistema nervoso Simpático tem função contrária ao parassimpático.

Este sistema tem funções relacionadas a momentos de estresse, aumentando assim os batimentos cardíacos, a pressão arterial e os níveis de adrenalina. O sistema simpático tem seus neurônios localizados na medula espinhal e próximo a coluna vertebral ( T1 a L2 ). O modo como o sistema nervoso simpático funciona é por envio de informações para diferentes partes do corpo de forma às vezes simultâneas. Essa transmissão de informações são classificadas em dois tipos: mensagens eferentes e mensagens aferentes. Sendo que as mensagens eferentes são as nossas reações como: aceleração dos batimentos cardíacos, pupila dilatada, transpiração, peristaltismo do estômago, etc. As mensagens aferentes são informações que se transformam em sensações de calor, frio ou até mesmo dor.

Quais os sinais do nosso corpo

O equilíbrio entre o SNA parassimpático e o simpático como vimos anteriormente, eles funcionam de forma contrária ao outro. Por isso que quando uma das divisões trabalha mais do que a outra, ele começa a predominar no organismo e prejudica o funcionamento do nosso corpo. Quando o sistema simpático começa a ser predominante, as consequências são:

funções do parassimpático comprometidas, uma digestão lenta, falta de sono e fome, agressividade, ansiedade e outros problemas intestinais, como úlceras. Com o simpático mais ativo que o parassimpático, os problemas podem ser tanto emocionais como físicos.

Porém, quando o parassimpático começa a predominar, a digestão melhora, os nutrientes são absorvidos de forma mais eficiente, melhorando a função de vários órgãos.

Porém, as consequências como: sonolência, pressão baixa, depressão, alergias, bronquite, obesidade e asma. O indivíduo que tem a predominância desse sistema, não está predisposto a realizar atividade física e necessita de longas horas de sono, o que facilita o desenvolvimento do sedentarismo.

Como vimos, o desequilíbrio das divisões do SNA podem trazer consequências físicas e emocionais para o nosso corpo.

 

Sistema neuroendocrino
Sistema neuroendócrino

O equilíbrio do SNA pode ser alcançado através de um trabalho respiratório, a meditação, atividade física além de melhora a capacidade de movimentação do corpo por exemplo, é fundamental para se ter um sistema simpático-parassimpático equilibrado.  A pessoa que possui esse equilíbrio tem sono regular, energia, melhor digestão, emoções controladas sem extremos e conseguem lidar com suas emoções.

O profissional da saúde precisa de uma avaliação que permita identificar todos os fatores que podem influenciar a saúde do paciente, como qualidade do sono,  estresse, alimentação e estilo de vida. O nosso corpo através do nosso SNA emite sinais de algum desequilíbrio, que interfere diretamente sobre nosso sistema neuroendócrino proporcionado uma reação e interferência em vários sistemas.

Essa é a proposta do Conceito SIn! Trazer o paciente para o centro da atenção! Permitir a troca de experiência de fisioterapeutas, dentistas, psicólogos, médicos, nutricionistas dentre outros profissionais de saúde, para beneficiar sempre o paciente com um atendimento integrativo. Quer participar do maior e mais completo programa de treinamentos para profissionais da saúde? Clique aqui!

Cursos na área da saúde
Fisioterapia : Abordagem integrativa.

Dores musculares, distúrbios e disfunções articulares, inflamações constantes e alterações posturais estão entre os sintomas de maior recorrência e busca pela intervenção das técnicas em Fisioterapia . Pacientes que cobram do fisioterapeuta tratamentos não convencionais, uma vez que seus sintomas surgiram a partir de questões integradas aos setores mais amplos de suas vidas.

Quadros deste tipo exige do Fisioterapeuta relações interdisciplinares com outros profissionais, qualificando tratamentos e criando novos campos de atuação.

 

De uma forma geral a fisioterapia contempla uma modalidade que é denominada de terapia manual que é caracterizada especificamente pela aplicação das mobilizações e manipulações articulares, cujos principais objetivos são tratar as disfunções articulares que limitam a amplitude de movimento que podem ter sua origem devido a alterações estruturais ou mecanismos de defesa do corpo que irão levar a um quadro de disfunções como perda da mobilidade e alterações musculares. O futuro dos profissionais de saúde e de além do conhecimento da sua área de atuação bem estabelecido, precisa conhecer para indicar no momento devido a contribuição de outros profissionais realizando um trabalho integrado.

Para melhor compreensão desta abordagem, citaremos alguns exemplos que aproximam a fisioterapia de uma abordagem mais integrativa e multidisciplinar.

 

Fisioterapia e Psicologia: Um corpo e mente saudável

 

Já parou para pensar que durante o ano, em momentos de festas ou de tensão é comum surgir doenças musculares? Muitas vezes, devido o stress do dia a dia, podem surgir dores musculares, nódulos e até o enrijecimento dos músculos, ocasionados por fatores emocionais. Sintomas as vezes simples, mas podem tornar-se graves e crônicas. Através de um acompanhamento psicológico associado ás técnicas especificas da fisioterapia manual, o paciente poderá de forma mais rápida solucionar as dores corporais, muitas vezes ocasionadas por fatores emocionais. Os resultados costumam ser muito eficientes, além de, serem comprovados cientificamente.

 

Fisioterapia e Nutrição

 

Todos os dias nosso organismo trabalha renovando milhões de células em diferentes órgãos. Para que isso ocorra, seu corpo precisa de nutrientes, que são obtidos a partir de uma alimentação balanceada. Também é interessante notar que certos alimentos podem desencadear ou mesmo agravar um processo inflamatório no corpo. O estado de inflamação no corpo ocasiona uma necessidade do corpo em se adaptar a essa nova condição, fazendo com que as intervenções fisioterapêuticas não tenham o sucesso esperado sem que haja também um equilíbrio nos hábitos alimentares do paciente.

 

Fisioterapia e Odontologia

 

A relação entre a articulação temporomandibular (ATM) deve ser considerada, uma vez que disfunções nesses processos podem ocasionar complicações não apenas no pescoço como também na coluna vertebral e demais segmentos corporais. Hábitos diários simples como o processo de abrir e fechar a boca, como o falar, o comer, o beber, o beijar, o sorrir e o bocejar, podem gerar repercussões negativas que serão traduzidas em dor e tensões musculares. Este fator pode ser comprovado a partir do mapa da oclusão desenvolvido pelo Conceito SIN (saúde integrativa), que correlaciona tensões musculares específicas com o desequilíbrio em dentes específicos. Essas alterações serão responsáveis pela diminuição da mobilidade corporal e consequentemente quando não restauradas comprometem qualquer técnica manual realizada no intuito da sua normalização.

Atm e postura

Conclusão

 

Diante desses fatos a Fisioterapia integrativa, que como o nome já diz, integra outras áreas, profissionais e novas metodologias com o intuito de melhorar ou até mesmo acelerar o tratamento de diversas patologias. Desta forma o tratamento com base apenas nas técnicas manuais e recursos específicos se tornam incompletos e necessitam da troca de conhecimento interdisciplinar que trarão resultados mais rápidos e eficazes.

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Dor e suas consequências

A dor é uma das experiências mais antigas e mais compartilhadas no mundo. A dor nos mantém vivos, nos ajuda a evitar mais dores e lesões .  Nossa percepção de dor é uma combinação de expectativa anterior mais sensação real. Este sistema é eficiente para nosso cérebro, porque resulta em uma rápida avaliação e reação, mas pode ter suas desvantagens.

A dor de acordo com a IASP ( International Association for the Study of Pain ) é uma Experiência sensitiva e emocional desagradável associada ou relacionada a lesão real ou potencial dos tecidos.

A expressão da dor varia não somente de um indivíduo para outro, mas também de acordo com as diferentes culturas na qual ele está inserido.

O surgimento de dor é crescente no mundo e podemos listar uma série de causas :

Estilo de vida;

Maior longevidade;

Modificações do ambiente em que vivemos

Novos conhecimentos sobre os mecanismos de dor

Além de gerar estresses físicos e emocionais para os doentes e para os seus cuidadores, a dor é razão de fardo econômico e social para a sociedade.

A pessoa que possui dor crônica tem crenças que podem influenciar a adesão ao tratamento, piora da incapacidade e tamanho da dor. Essas crenças são noções pré-existentes ​​e culturalmente aprendidas sobre situações, eventos, pessoas e ideias.  A maneira pela qual “entendemos” algo e os significados que atribuímos a ele influenciam nossas emoções e comportamentos em relação a tais situações.

O medo de se movimentar é chamado de “Cinesiofobia” é uma situação em que as pessoas desenvolvem medo porque possuem a crença que o movimento é a causa da dor e da piora da lesão. A resposta a esta crença é evitar o movimento e se concentrar nos comportamentos de imobilidade (repouso) que acabam gerando mais incapacidade.

É importante também lembrarmos que na dor aguda, iremos tender a se movimentar pouco com a idéia de curar a lesão e isso é perfeitamente aceitável e justificável. Porém na dor crônica esse tipo de postura diante da dor não se justifica e acaba levando a novos problemas que podem ser funcionais, emocionais e sociais.

Evidentemente nem todas as pessoas com dor crônica vão desenvolver medo do movimento, portanto se a experiência de dor não for percebida como uma ameaça, ela pode ser enfrentada pelo indivíduo.

Caso o comportamento de evitação do movimento se torne persistente, este indivíduo pode  apresentar diversos problemas musculoesqueléticos como síndrome como a fadiga, ansiedade, hipervigilância, depressão e piora do quadro da dor. Portanto quanto mais medo,mais crenças a pessoa tiver, mais dor ele irá apresentar, independentemente da presença de uma lesão real ou não.

Essa situação está descrita na literatura como “modelo de evitação e medo. Dentro do modelo de evitação e medo devem‐se considerar todos os fatores relacionados, como a intensidade da dor e história prévia ; em conjunto com os comportamentos de hipervigilância/atenção à dor e comportamentos de evitação, isso pode determinar a evolução do transtorno e a resposta ao tratamento

A estratégia utilizada pelo profissional do conceito SIN é usar neste indivíduo estratégias específicas para identificar quais são as crenças e medos apresentadas e trazer para uma realidade que ele possa visualizar sobre o quanto o medo e as crenças mal condicionadas estão prejudicando ele e não somente nos sintomas de dor.

 

Neste ponto interferimos de forma gradual e desconstruir as idéias pre-existentes e expor ele a uma vida mais ativa, com mobilidade e eliminar a relação da crença e dor.

 

As últimas evidência científicas mostram que os fatores sociais e cognitivas são tão ou mais importante que os fatores físicos na transição entre a dor aguda e crônica . Muitos dessas crenças dos pacientes são geradas por informações dadas por profissionais da saúde que insistem em justificar a dor apenas por alterações estruturais, principalmente aquelas que são mostradas em exames de imagem e se torna fundamental que  a pessoa possa voltar a confiar no corpo dele e mudar essa imagem negativa , diminuindo a cinesiofobia e catastrofismo e com isso acontece a mudança do seu comportamento.

Algo muito importante é entender que a mudança de crença gera mudança em comportamento e mudança de comportamento é algo muito mais efetivo do que qualquer técnica de manipulação ou exercício se não houver mudança de comportamento essas técnicas passam a ter um resultado apenas a curto prazo e não a longo prazo.

Embora ainda haja uma série de questões não resolvidas que merecem atenção futura, o medo e evitação relacionados à dor parecem ser uma característica essencial do desenvolvimento de um problema crônico para um número considerável de pessoas com dor musculoesquelética.

Desta forma se faz mais que necessário que ao avaliar um paciente com quadro de dor é fundamental uma visão integrativa, considerando todos os pilares da saúde principalmente o pilar da “inteligência emocional”, onde o profissional pode atuar e realmente gerar mudanças na saúde do paciente de forma global e de forma mais assertiva no comportamento doloroso do paciente e o ajudando a ser agente importante no controle da dor.

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distúrbios do sono e má oclusão
Distúrbios do Sono e Má Oclusão

Estudos apontam que a oclusão dentária influencia a posição da mandíbula, que por sua vez tem íntima relação com a articulação temporomandibular. Em razão da necessidade de um melhor encaixe dos dentes e do conforto articular, podemos afirmar que a má-oclusão está diretamente envolvida com disfunções articulares temporomandibulares (DTMs) e com distúrbios do sono.

Dormir bem é uma necessidade biológica, está diretamente ligada à qualidade de vida do ser humano. O período de repouso é essencial, pois enquanto dormimos, o organismo realiza funções como fortalecimento do sistema imunológico, secreção e liberação de hormônios, consolidação da memória, revitaliza e recupera todo o organismo.

Estudos apontam que mais de 40% da população brasileira apresenta algum distúrbio ligado ao sono.

Dentre os vários motivos associados a má qualidade do sono, pode-se destacar os fatores otorrinolaringológicos ou odontológicos, alimentação inadequada, uso de drogas lícitas ou ilícitas, sedentarismo, problemas de ordem psicossocial como o estresse, excesso de trabalho, jornadas duplas, falta de rotina, problemas financeiros, familiares, ritmo de vida acelerado, são fatores corriqueiros presentes na sociedade atual.

As consequências de um sono de má qualidade vão desde do estresse e ansiedade, a curto prazo, a complicações cardiovasculares após alguns anos. A hipertensão arterial, diabetes, obesidade, envelhecimento precoce, doenças infecciosas, dificuldades de aprendizagem e memorização estão relacionados à privação do sono.

A apneia ou hipopneia são distúrbios do sono considerados um problema de saúde pública, por aumentar a mortalidade cardiovascular e os acidentes de trânsito. Caracteriza-se por episódios recorrentes de obstrução parcial ou completa das vias aéreas superiores durante o sono.

O fluxo aéreo é diminuído na hipopneia ou completamente interrompido na apneia, a despeito do esforço respiratório, causando diminuição da oferta de oxigênio ao organismo que para se manter vivo tem que se acordar para voltar a respirar, levando à privação de sono.

Apresenta como sinais e sintomas o ronco, a interrupção da respiração de forma intermitente durante o sono, levando ou não a interrupção do sono, agitação ao dormir, sensação de sufocamento ao despertar, sonolência excessiva diurna, por conta da má qualidade do sono, impotência sexual, cefaleia, irritabilidade, depressão e ansiedade.

Os fatores que predispõem à síndrome da apneia e hipopneia obstrutiva do sono são: obesidade, sexo masculino, alterações craniofaciais (ex. queixo pequeno, língua grande), aumento do tamanho das tonsilas palatinas e faríngeas (amígdalas e adenóide), aumento da circunferência cervical, obstrução nasal, familiares com história de ronco e apneia do sono, anormalidades endócrinas (ex. doenças da tireóide e acromegalia), uso de álcool, tabagismo, uso de calmantes, cansaço excessivo e idade avançada.

Baixe os artigos que serviram de base para este artigo

Outro distúrbio do sono está associado ao hábito involuntário de apertar e ranger dos dentes enquanto se dorme, caracterizando o bruxismo do sono, parafunção que aplica forças excessivas sobre a musculatura mastigatória.

De causa ainda obscura, costuma ser exacerbado pelo estresse, ansiedade e eventualmente problemas neurológicos. Durante os episódios, a força realizada sobre a musculatura e os dentes é excessiva podendo causar: dor facial, desconforto muscular principalmente ao morder, dor de cabeça, desgaste dos dentes e danos à gengiva.

O sintoma mais comum é o desgaste do esmalte dos dentes, por isso é na maioria das vezes diagnosticado pelo dentista.

Como entender a relação entre a má-oclusão dentária, as disfunções articulares temporomandibulares e os distúrbios do sono?

Estudos apontam que a má-oclusão dentária influencia a posição da mandíbula, que por sua vez tem íntima relação com a articulação temporomandibular. Em razão da necessidade de um melhor encaixe dos dentes e do conforto articular, podemos afirmar que a má-oclusão está diretamente envolvida com disfunções articulares temporomandibulares (DTMs) e com distúrbios do sono.

Um maior contato da superfície oclusal dos dentes superiores e inferiores fora do padrão funcional da oclusão, pode trazer danos aos dentes.

Ocasionando contatos prematuros e fraturas, retrações gengivais, reabsorção óssea, dores musculares e miofasciais, doenças da coluna, desigualdades de comprimento de pernas, postura incorreta da cabeça, rompimento e estiramento dos ligamentos e alterações nas estruturas articulares; sobretudo diante de um hábito parafuncional, tal como o bruxismo, o hábito de apertar ou ranger os dentes.

As causas do bruxismo do sono são multifatoriais e ainda pouco conhecidas. A má oclusão dentária, a busca constante do organismo pelo contato dentário mais satisfatório, as tensões emocionais podem estar relacionadas a este distúrbio.

Inevitavelmente  pode desencadear dores de cabeça irradiadas e/ou dores projetadas no corpo. O ruído característico do ranger dos dentes, desgaste dentário, hipertrofia dos músculos mastigatórios e temporais, dores de cabeça, disfunção da articulação temporomandibular, má qualidade de sono e sonolência diurna estão entre as principais manifestações clínicas do bruxismo do sono.

O diagnóstico é feito pela observação de um desgaste dentário anormal, ruídos de ranger de dentes durante o sono e desconforto muscular mandibular.

A polissonografia registra os episódios de ranger dos dentes, permitindo identificar alterações do sono e microdespertares.

O tratamento deve ser individualizado, multidisciplinar e integrado.

Como o bruxismo do sono tem causas variadas, o tratamento também segue na mesma direção. Estudo evidencia que a contribuição do estresse psicossocial na etiologia do bruxismo não pode ser negligenciada e, que o tratamento cognitivo e comportamental, incluindo alterações no estilo de vida, podem ser benéficos.

A indicação do uso de dispositivos intraorais (placas de mordida ou miorrelaxantes) visa não só a proteção dos dentes prevenindo o desgaste dentário ou fraturas durante o sono.

distúrbios do sono e má oclusão
Dispositivos intra orais

Como também, conduzir ao posicionamento correto do côndilo, que por sua vez, reduzirá a hipertonicidade muscular, estimulada outrora pelo apertamento dentário, amortizando, desta forma, as dores na ATM, de cabeça e em outras partes do corpo.

Faz-se necessário uma abordagem psicoterápica, fisioterapêutica, odontológica, farmacológica e suas combinações, de acordo com o perfil do paciente.

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Assim a odontologia não se restringe a tratar apenas os dentes. Um exemplo muito evidente da influência da oclusão dentária na origem das DTMs e na baixa qualidade de sono pode estar relacionada a posição mandibular.

A retrusão mandibular, influenciada pela verticalização dos incisivos, produz uma compressão da parede posterior da cavidade articular do osso temporal, uma região altamente inervada e vascularizada, acionando e sensibilizando a via da dor.

Além disso, a retrusão mandibular é uma das principais causas do ronco e da apnéia obstrutiva do sono. Em função dessas informações, pode-se afirmar que o tratamento das DTMs e dos distúrbios do sono é multidisciplinar.

A odontologia integrativa não está preocupada somente com a estética, mas com a função do sistema estomatognático e a qualidade de vida de um ser humano, física e emocional. Assim, o ideal para o tratamento de pacientes que possuem distúrbios do sono e problemas oclusais é o trabalho integrado entre os profissionais da saúde, visando sanar a causa, não apenas tratar os sintomas.

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Saúde Integrativa
Entenda o que é saúde integrativa e sua revolução nos consultórios

Ir além da queixa inicial, dor ou qualquer outro sintoma do paciente, considerando tudo o que se refere a seus hábitos para propor uma transformação positiva em sua vida. Essa é uma das premissas do conceito SIn de saúde integrativa, que enxerga o paciente de forma global, não se restringindo a um tratamento pontual ou prescrição de medicamentos para a resolução de um problema ou patologia. Em resumo, é um tratamento para cuidar da saúde, e não da doença.

Ao adotar o conceito SIn, o profissional de saúde não fica limitado a sua especialidade. Faz um atendimento que leva em conta quatro aspectos de vivência do paciente: estilo de vida, emoções, alimentação e amplitude do movimento. Não fica restrito a um histórico de doenças, mas considera tudo o que se relaciona com os hábitos de vida atuais, para indicar um tratamento completo e multidisciplinar.

O objetivo é transformar de forma eficaz a saúde do paciente dali para a frente. Como se vê, o profissional de saúde está mais próximo de seu paciente, acompanhando toda a jornada de tratamento. Entenda mais!

Você vai analisar o corpo de forma global

Vamos dar um exemplo prático. Uma pessoa procura um profissional para tratar a dor na coluna. As consultas são realizadas, a dor cessa, mas passa um tempo e o paciente volta a sentir a dor. Parece que o problema não foi resolvido. Fica claro como tratar somente a queixa não foi suficiente nesse caso.

Agora, utilizando o conceito SIn, esse profissional pode ir além da dor, trabalhando com outras áreas da saúde. É a análise do corpo de forma global: será que não é preciso considerar fatores emocionais? Como é a rotina desse paciente? E sua alimentação? O que ele precisa fazer para mudar?

O conceito SIn de saúde integrativa tem embasamento científico e utiliza como ponto-chave a correlação entre todos os sistemas do corpo humano. Por isso, é uma nova tendência no atendimento de saúde de dentistas, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos, dentre outras especialidades da saúde. Para o paciente, isso significa receber um tratamento de transformação, que une o que mais funciona das terapias convencionais e complementares.

Alimentação de má qualidade, o estresse, ansiedade, depressão e sedentarismo são alguns dos fatores que o projeto integralista de saúde considera. O profissional de saúde vai esmiuçar o estilo de vida do paciente e propor um plano terapêutico para transformar essa realidade.

A proposta é de um tratamento de mudança de vida

A saúde integrativa propõe um tratamento para o presente e futuro! Aliás, o conceito SIn é revolucionário porque constatou que o insucesso no atendimento de saúde tradicional está justamente em considerar somente o histórico do paciente para indicar um tratamento pontual.

O profissional de saúde capacitado no conceito SIn não quer saber como seu paciente se comportou no passado, mas sim descobrir o que ele pode fazer agora e no futuro para ter qualidade de vida, ou seja, viver de forma plena e saudável.

Os especialistas nesse conceito explicam que se basear no passado é uma forma de culpar o paciente — e não é assim que se consegue eficácia em um tratamento de saúde. Isso porque corpo e mente andam juntos!

Ao considerar o futuro, o profissional de saúde motiva essa pessoa a mudar de vida, com novas atitudes. Ao se sentir encorajado para a mudança, o corpo trabalha a favor, produzindo substâncias como endorfina e serotonina, que têm um poder transformador e acabam ajudando na diminuição, por exemplo, da dor. O fator emocional tem influência direta na fisiologia do corpo. Viu como todo o organismo trabalha de forma integral?

Com esse formato de atendimento de saúde, o profissional aprende a trabalhar em conjunto e indicar seu paciente para outras áreas, conforme a necessidade. Essa troca de informações é importante tanto para o paciente quanto para quem faz o atendimento. São profissionais que vão falar a mesma língua, trabalhando em um tratamento integral.

A ciência mostra por que o conceito SIn é tão importante

Estudos científicos mostram como todo o corpo funciona de forma integral. Uma revisão literária de artigos concluiu, por exemplo, que a oftalmologia pode impactar os dentes. As conclusões publicadas no The Open Dentistry Journal, em 2016, mostraram a conexão entre a oclusão dental e a visão.

Outra relação é da cefaleia com a DTM (disfunção temporomandibular), ou seja, fica claro como uma queixa de dor de cabeça pode ser tratada de forma mais eficiente com o método de saúde integrativa.

Cada paciente deve ser tratado de forma única

Diferente do método tradicional de atendimento, em que uma medicação ou tratamento é direcionado para uma patologia, a saúde integrativa trata cada paciente como único. É embasada no conceito de bioindividualidade, ou seja, cada um apresenta necessidades alimentares e estilos de vida próprios.

Dessa forma, o profissional de saúde propõe um tratamento que realmente vá fazer a diferença porque foi planejado especificamente para aquele paciente.

Ao oferecer um tratamento baseado no conceito SIn, o profissional consegue conquistar e reter o paciente porque foi um agente de mudança em sua vida. O paciente é acolhido de forma humanizada, e não apenas sai da clínica com uma receita de remédio e uma lista de exames. E o pior: sem resolver efetivamente seu problema! Já está na hora de mudar esse tipo de intervenção!

Como o conceito SIn de saúde integrativa deve ser utilizado

Existe alguma metodologia para realizar atendimentos utilizando o conceito de saúde integrativa? Os profissionais de saúde que querem aprender a trabalhar com a saúde integrativa podem se inscrever agora nos cursos da empresa Conceito SIn. Os cursos oferecem orientações específicas e de sucesso para que você forneça um atendimento inovador em sua clínica.

Indicam como fazer a intervenção clínica, ter um relacionamento mais próximo com o paciente e fazer as mudanças no espaço físico de sua clínica. Ensinam também todas as técnicas para fazer um plano terapêutico e outros passos para capacitar o profissional de saúde nessa proposta que está transformando os consultórios.

Agora você já sabe como é possível conquistar mais pacientes atendendo de modo inovador! Conte-nos o que achou do conceito SIn deixando seu comentário abaixo!

sono saúde
Qual a importância do sono para saúde?

Qual é a importância da análise do sono em nosso tratamento? Todos sabem que uma noite mal dormida provoca uma sensação de cansaço e fadiga no dia posterior, diariamente existem tantas atividades e interferências externas como trabalho, trânsito, horários ocupados, lazer que o ato de dormir fica em segundo plano. Esse fenômeno ocorre entre homens, mulheres, crianças, estudantes e principalmente com profissionais da saúde que estão excessivamente sobrecarregados. Mas qual o impacto real na saúde? E as alterações fisiológicas que ocorrem?

Pesquisas apontam que a privação de sono associado a outros fatores aumentam a chance de ansiedade, depressão e queda na imunidade.

Essas pesquisam observaram que o sono de qualidade poderá potencializar a defesa do corpo. Foi identificado entre 153 voluntários que os que tinham uma média de 6 horas de sono por noite eram quase 3 vezes mais propensos a ficar doentes do que aqueles com 8 horas ou mais.

O sono é fundamental para manter em equilíbrio algumas funções fisiológicas essenciais no corpo, como o desempenho neurológico que permite que o cérebro reorganize as conexões entre neurônios e consolide memórias, além de interferir diretamente no aspecto psicológico a privação de sono tem o potencial de aumentar condições psíquicas pré-existentes como ansiedade, depressão e alguns transtornos psicológicos. As emoções estão diretamente ligadas a esse fato alterando o funcionamento do cérebro e estimulando as amígdalas cerebrais a serem reprogramadas e assim conectando-se com uma área do tronco cerebral chamada Locus Coerulus, que secreta noradrenalina, um hormônio precursor da adrenalina que está ligada a funções de defesa mais primitivas como reações do tipo lutar e fugir.

As funções do equilíbrio hormonal são afetadas pela má qualidade e quantidade de sono. Existe uma ligação entre a diminuição da testosterona em indivíduos que possuem problemas de insônia e apneia do sono, a qual consiste em uma parada do ritmo respiratório durante o sono onde o individuo não atinge o sono REM, que é o sono reparador essencial para desencadear esse equilíbrio hormonal. Não dormir as horas suficientes pode também predispor o individuo a problemas de obesidade e alguns especialistas sugerem que os hormônios que controlam o apetite, leptina e grelina, são diminuídos pela privação de sono além de interferir no equilíbrio da glicose favorecendo assim, o diabetes tipo 2, já os níveis de cortisol (hormônio do estresse), hormônios de crescimento e respostas inflamatórias são aumentados,

Um estudo de 2006 relacionou a duração do sono com a obesidade em crianças e adultos. Os pesquisadores observaram que as crianças menores de 5 anos devem dormir a quantidade de 11 horas por dia e que pelo menos 10 horas são recomendadas para crianças de 5 a 10 anos e 9 horas ou mais para crianças com mais de 10 anos.

sono saúde

A quantidade de sono interfere na sua saúde física, bem estar emocional, habilidades mentais, produtividade e desempenho.

Estudos recentes associam falta de sono com problemas de saúde graves, como um aumento do risco de depressão, obesidade, doenças cardiovasculares e diabetes.

Existem algumas estratégias que os profissionais podem orientar os pacientes para uma melhora na qualidade do sono impactando diretamente sobre sua saúde, como por exemplo, ensinar o paciente a respirar profundamente e de forma ativa induzir um ritmo lento e confortável ativando o sistema nervoso parassimpático reduzindo o cortisol favorecendo uma redução do estresse de todos os sistemas através de técnicas de relaxamento uma opção que interfere na indução do sono.

Uma alternativa interessante consiste em controlar nosso ritmo circadiano (ciclo biológico influenciado pela variação da luz entre o dia e a noite), o nosso relógio circadiano são extremamente sensíveis e dependentes da luz ambiental e também a luz azul que é emitida de aparelhos eletrônicos e luzes artificiais, essa exposição excessiva a luz azul limita a produção de melatonina que é responsável indução do sono influenciando no fluxo hormonal fisiológico e ficamos alertas e acordados. Dormir em um ambiente totalmente escuro pode ajudar nesse processo outra opção interessante são alguns softwares que podem ser instalados no computador ou nos aparelhos eletrônicos com o F. LUX reduzem a emissão de luz azul.

Com relação à alimentação alguns especialistas sugerem comer folhas verdes como espinafre e castanhas para obter magnésio e carnes para obter zinco que são minerais importantes para melhorar o sono. Evitar alimentos ricos em açúcar que estimule excessivamente o índice glicêmico 2 horas antes de dormir preferencialmente optar por alguns amidos como batata-doce e abobora. Alimentos ricos em Tiamina um substancia presente em miúdos de frango e semente de girassol tem um grande efeito sobre o padrão do sono.

Dentro de uma abordagem integrativa o profissional da saúde pode orientar o paciente a criar uma rotina de hábitos e comportamentos que favoreçam o sono como um ritual pré-sono ler um livro, e organizar sua rotina para favorecer um descanso adequado que visem trabalhar sobre alguns pilares importantes da saúde, o sono está dentro do pilar estilo de vida. A qualidade do sono se torna uma ferramenta extremamente importante para um ganho em vários aspectos emocionais e físicos como evidenciado no artigo. Uma opção interessante usada pelo Conceito SIN é o MAAS (Mapa de auto avaliação de saúde) ele identifica a importância de alguns hábitos e a influência direta deles na saúde, o sono é avaliado nesse mapa além de outros aspectos como flexibilidade, hidratação, estresse entre outros. Saiba mais sobre o nosso completo treinamento em nosso site clicando aqui!

Atividade Física: Qual é o Limite?

Atividade física faz bem pra saúde mas…

Qual é o preço?

Correr, pedalar, jogar futebol, musculação… mas…

Em qualquer circunstância?

Muitas evidências científicas vem discutindo a quantidade e qualidade da prática de atividades físicas. Quais são os níveis ideais para promover a saúde e a longevidade? Váriaveis como volume, programas de treinamento, níveis de resistência e intensidade devem ser revistos. Em suma, todos aqueles exercícios para o desenvolvimento de um alto desempenho cardíaco e maior aptidão cardiorrespiratória precisam ser analisados.

Os estudos mostram, de forma consistente, que atividade física regular de intensidade moderada é altamente benéfica para o sistema cardiovascular a longo prazo.

Exercícios extremos podem provocar elevações agudas da troponina I cardíaca e-peptídeo natriurético tipo B e evidência de disfunção miocárdica transitória. “Lesão de esforço cardíaco” é o termo que sugerido para esta conseqüência cada vez mais comum do quanto mais exercício melhor.

Muitos atletas de resistência experientes possuem lesões por overuse ortopédicos, tais como fascite plantar, tendinite de Aquiles, dores nas canelas, e condromalácia patelar. Contudo, lesão de esforço cardíaco pode estar associada a resultados mais ameaçadores. Inclui-se as arritmias cardíacas, envelhecimento prematuro do coração, fibrose do miocárdio, ruptura da placa e trombose coronária aguda, e até mesmo morte súbita cardíaca.

Durante um estudo realizado na Alemanha, por 10 anos, o grupo mais sedentário possuía 2 vezes maior risco de infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral e 4 vezes mais risco de morte em comparação com o grupo moderadamente ativos. No entanto…

Os indivíduos que realizaram o exercício extenuante em uma base diária também tiveram uma probabilidade duas vezes maior de morrer de infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral em comparação com o indivíduos moderadamente ativos.

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Coletivamente, os dados sugerem que doses moderadas de exercícios são suficientes para conferir longevidade e inúmeros benefícios cardiovasculares. No entanto, doses muito elevadas de atividade física parecem oferecer pouco ou nenhum benefício adicional. O limite superior da dose hipotética para o exercício seguro ainda não está claro.Geralmente mantendo a intensidade, frequência e duração do exercício, de forma moderada, pode ser mais importante para maximizar a saúde e a longevidade.

O Conceito SIn prega hábitos seguros e saudáveis de estilo de vida.  Valoriza a adoção da prática de atividades físicas como um instrumento de potencialização de todas as funções corporais e reforça a importância do profissional de educação física na prescrição do nível ideal de esforço para cada pessoa.

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Qual é o Melhor Modelo de Saúde?

O raciocínio de um único modelo de saúde é muito simples, fácil e lógico, até que…

As suas dores são devidas à sua má postura!! Tudo passa pelo desalinhamento do corpo! Quantas vezes você já não disse isso para um paciente! Pois é, eu já fiz muito isso mas o trabalho aqui apresentado pelo respeitado autor e pesquisador Eyal Lederman, lhe fará refletir muito sobre essas questões e principalmente pelo modelo de saúde PEB (postural-estrutural-biomecânico).

O modelo de saúde PEB tende a levar em grande consideração aspectos como a avaliação postural na determinação da causa das dores, observar hipercifoses, hiperlordoses, assimetrias e outras alterações. Essas alterações tenderiam a gerar estresses alterados sobre as articulações e consequentemente os quadros dolorosos. Cabe aqui já uma primeira reflexão: O que esperar da coluna lombar de orientais? Eles já possuem um considerável apagamento da lordose. Seriam eles mais tendeciosos a sofrerem com dores na coluna?

Outros parâmetros normalmente implicados nesse conceito passam pela análise da flexibilidade e palpações na procura de estados de tensão muscular aumentados e rigidez excessiva.

A premissa básica então deste modelo é a de que através de procedimentos terapêuticos manuais os desalinhamentos seriam corrigidos e assim melhorariam a condição presente e preveniria episódios recorrentes.

Uma reflexão importante a ser colocada, neste momento, refere-se aos diferentes achados PEB encontrados em pacientes com dor. É comum notar, por exemplo, pacientes que sofram com dor lombar com fraqueza e atraso no recrutamento dos músculos abdominais mas será que eles são realmente a causa da dor?

Trabalhos chegam a apontar que 47-66% de casos de degeneração discal sejam devidos a fatores hereditários e ambientais enquanto apenas 2-10% poderiam ser explicados por estresses físicos.

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Agora você está se perguntando: ok, eu compreendo essas explicações mas…

Qual seria o melhor modelo de saúde a considerar na clínica do meu paciente?

Essa é a pergunta comumente levantada nos cursos. Surge nesse ponto a necessidade de considerar os fundamentos defendidos pelo Conceito SIn e as idéias apresentadas por Lederman.

Lederman defende através dos seus estudos a capacidade de adaptação biológica dos nossos tecidos. Esta adaptação estaria dentro de uma margem favorável que impede que os sintomas surjam. Tal premissa é fortemente apoiada pelos ideais do Conceito SIn. Dentro da nossa proposta há a necessidade de um conjunto de fatores que somados poderão ou não determinar dores e doenças.

A lógica de não se apoiar em apenas um componente da saúde física mas também em outros fatores como hábitos alimentares, mudanças no estilo de vida e implementações na inteligência emocional propicia um modelo de intervenção único e verdadeiramente global.

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